Eis aí uma matéria do blog do Reinaldo Azevedo, na revista "Veja", expressando opiniões com as quais concordo, com exceção de trecho a respeito da "esquerda", que comento após a transcrição do texto a seguir:
Quando Lula e Jaques Wagner promoviam a baderna na Bahia. Ou: Práticas criminosas
Em julho de 2001, houve uma greve da Polícia Militar na Bahia, então governada pelo PFL. Eu dirigia o site e a revista Primeira Leitura. Critiquei severamente o movimento dos policiais nos termos de sempre nesses casos: “Gente armada não pode parar; quando um policial deixa de trabalhar, o bandido agradece, e o homem comum sofre”. Eu pensava isso sobre a greve da PM baiana em 2001 e penso o mesmo sobre a greve de 2012. Mas e Lula? E Jaques Wagner?
“‘A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve.”
Que fala aí é Luiz Inácio Apedeuta da Silva, então pré-candidato à Presidência pelo PT. Seria eleito no ano seguinte para seu primeiro mandato. Naquela greve, sem o morticínio de agora, também houve arrastões, saques etc. Lula, dotado daquela mesma moral e responsabilidades maiúsculas de Eduardo Suplicy tinha o diagnóstico sobre o que estava em curso no Estado. Leiam:
“Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita (da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio) foi para o segundo turno (nas eleições para a prefeitura). Você percebeu que na época terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões? Faz nove anos e nunca mais se falou isso”.
Quanta ligeireza!
Quanta irresponsabilidade!
Quanta vigarice política!
Mas isso não é tudo, não. Um dos grandes apoiadores da greve de 2001 foi o então deputado Jaques Wagner, hoje governador do Estado. Informava o Globo Online de ontem:
Apontado como líder da greve dos PMs baianos, o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (Aspra), soldado Marco Prisco, disse que o governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001. Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia, onde diz que foi preseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges. “O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque”, disse.
Prisco disse que, além de Jacques Wagner, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.
Voltei
ISSO É O PETISMO, ESSE LIXO MORAL! Os petistas estavam financiando a greve por intermédio de um sindicato - que nada tinha a ver com a polícia, diga-se - e de seus parlamentares. Hoje, o governador Wagner vai à TV demonizar aqueles a quem deu suporte material quando estava na oposição. O tal líder sindical é o mesmo. Consta que é filiado ao PSDB, mas que vai rasgar sua ficha. Está descontente porque os tucanos não estão apoiando seu movimento - no que fazem muito bem!
Vejam lá que graça: até Sérgio Gabrielli, que depois se tornou o todo-poderoso da Petrobras e que vai fazer parte da equipe de Wagner, apoiava a greve dos policiais. Ora, se era para lutar contra o governo, que mal havia em deixar a população à mercê da bandidagem?
Crime como método
A esmagadora maioria dos petistas é socialista de araque. Essa gente gosta mesmo é do capitalismo, especialmente à moda brasileira, com esse estado gigantesco, que permite ao governo manter na rédea curta boa parte do empresariado. Isso é, além de tudo, muito lucrativo - escreverei mais tarde um artigo sobre o “modo Dilma” de privatizar aeroportos. Não sei como o caçador de “privatarias”, Elio Gaspari, ainda não se interessou pelo caso… Mas não quero mudar o foco. Voltemos.
Os “socialistas” do PT já renunciaram, e faz tempo!, à dimensão utópica do socialismo - não que ela seja grande coisa: também é criminosa. Mas é evidente que houve socialistas, e ainda os há, bem poucos, que realmente acreditavam estar lutando pelo reino da justiça e da igualdade e coisa e tal… Daquele socialismo, os petistas de agora conservam apenas a concepção autoritária de sociedade, gerida pelo partido. Em nome de sua construção e de seu fortalecimento, tudo é possível - muito especialmente o crime.
Eu diria mesmo que inexiste, infelizmente para os bem-intencionados, uma esquerda que não seja criminosa, ainda que alguns de seus militantes não tenham clareza disso. O melhor texto a relatar essa moral justificadora do mal é a peça “As Mãos Sujas”, de Sartre, depois convertido ao… comunismo!
Se o objetivo é conquistar o poder, anotem aí, não existe óbice moral para o PT “Ah, é assim com todo mundo…” Em primeiro lugar, é falso! Não é, não! Em segundo lugar, mas não menos importante: há muitos bandidos que exibem ao menos uma nesga de honestidade ao não tentar nos convencer de que aquilo que nos destrói é bom para nós.
Em 2001, o PT queria “o quanto pior, melhor” na Bahia porque isso fazia parte de seu projeto de poder. Em 2012, o PT quer “o quanto pior, melhor” em São Paulo porque isso faz parte do seu projeto de poder. O governo federal baixou no estado governado pelo petista Jaques Wagner para tentar impor um pouco de ordem. Os mesmos valentes tentaram meter os pés pelos pés em São Paulo para ver se impõem a desordem.
Por Reinaldo Azevedo
Com o que eu não concordo? Diz o jornalista: "inexiste...uma esquerda que não seja criminosa". Não é verdade. Existe sim, desde muitas décadas, uma esquerda que valoriza, mais do que tudo, a democracia como um valor supremo. Não está organizada em partido político, mas é um pensamento que perpassa organizações e pessoas às milhares. Ao contrário, à parte das exceções, os petistas nunca, nem agora, consideraram a democracia como o valor maior. A meu ver, e digo isso há muitos anos, o PT está mais próximo de concepções de direita, como eu as entendo, do que de esquerda.
O que os petistas conseguiram, isso sim, foi macular a histórica concepção de esquerda, fazendo-a parecer como eles são.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A Casa da Moeda, também
Nosso Ministro Guido Mântega que, como eu já escrevi, me lembra a Polyana e a Alma Boa de Szetzuan, fez juz à essas lembranças pela ingenuidade que demonstrou ao aceitar a indicação do PTB ( leia-se deputado Jovair Arantes ) para a presidência da Casa da Moeda. Com isso passou a ser responsável pelo escândalo de corrupção que o presidente da instituição protagonizou, segundo creio, inusitado, pois atingiu, parece piada, a Casa da Moeda, subordinada ao seu ministério.
O ministro passou a ter culpa no episódio pois não só escolheu o acusado como deixou de fiscalizá-lo adequadamente. Conforme os bacharéis de direito dizem, em latim, para mostrar mais erudição, in eligendo ( na escolha ) e in vigilando ( na fiscalização do escolhido ).
O ministro passou a ter culpa no episódio pois não só escolheu o acusado como deixou de fiscalizá-lo adequadamente. Conforme os bacharéis de direito dizem, em latim, para mostrar mais erudição, in eligendo ( na escolha ) e in vigilando ( na fiscalização do escolhido ).
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Um memorial da democracia de todos nós que por ela lutamos
Ótima idéia do prefeito Kassab de incentivar a criação do "Memorial da Democracia" em um terreno da área da nova Luz. Tudo bem, mas tem de ser o memorial da luta democrática encetada por mim e por milhares que dela participaram. Não pode ser um museu subordinado ao instituto de Lula, nem a qualquer outra entidade comandada por uma pessoa física. Lula é parte dessa história. Eu também, assim como muitos outros. Não é patrimônio exclusivo de ninguém.
Candidato-me, desde já, a participar com outras pessoas, de quaisquer partidos, a ajudar a organizar uma fundação que possa construir e gerir o museu.
Candidato-me, desde já, a participar com outras pessoas, de quaisquer partidos, a ajudar a organizar uma fundação que possa construir e gerir o museu.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O dinheiro público a serviço do PT
Incrível! A "Revista de História da Biblioteca Nacional" publicou um texto, patrocinado pela Petrobrás, que elogia o panfleto "privataria tucana" cujo mérito seria destruir "a aura de honestidade de certos tucanos". Ataque tão grosseiro e canalha eu não tinha ainda visto. Com dinheiro público, abertamente, sem quaisquer escrúpulos.
Claro levarão, os responsáveis, um processo nas costas. Mas que ousadia...
Claro levarão, os responsáveis, um processo nas costas. Mas que ousadia...
Mentiras e verdades do caso Pinheirinho
Eu pedi ao governador Geraldo Alckmin que produzisse um "Dossiê Pinheirinho" para restabelecer a verdade sobre o caso que se arrasta há anos. Muito já foi coletado e o senador Aloysio Nunes publica na Folha de São Paulo um artigo intitulado "As mentiras do PT sobre Pinheirinho". O jonalista Neumanne também publica uma matéria no Estadão e, se quiserem ter acesso a vídeos elucidativos, vejam no Blog do Reinaldo Azevedo, da Revista Veja, nas matérias que tratam da questão. Vale a pena.
O artigo do senador vai abaixo:
Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:
Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.
Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades -logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte- entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”
Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”.
Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.
Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.
Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.
Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.
Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.
Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.
O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.
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O artigo do senador vai abaixo:
Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:
Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.
Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades -logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte- entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”
Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”.
Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.
Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.
Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.
Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.
Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.
Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.
O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Salve o novo Museu de Arte Contemporânea
Estive, com a presença do Andrea Matarazzo, na inauguração do nova MAC. Fiz questão, apesar das ameaças de alguns fascistinhas que se dizem de esquerda e nem sabem o que é esquerda nem o que é o fascismo, muito menos lutar contra ele. Uma beleza, idéia do Serra de tirar do prédio projetado por Niemeyer um organismo burocrático, o DETRAN, e contribuição do Geraldo Alckmin e minha para a sua concretização. E, especialmente do Sayad e do Andrea , secretários da Cultura.
Se possível, estarei em mais inaugurações em que for convidado.
Se possível, estarei em mais inaugurações em que for convidado.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Até agora o governo federal só gastou saliva
Acabei de sugerir ao governador Alckmin que seja elaborado um "Dossiê Pinheirinho" só com verdades, para desmascarar o governo federal e suas milícias fascistas. Há material de sobra e o público precisa saber pois o que se ouve são apenas as palavras da Dilma e sua turma. Aliás em todo esse episódio, até agora, o governo federal só gastou saliva. Está sobrando para o governo federal e o municipal o auxílio concreto às famílias desalojadas.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Não faz o meu gênero
Depois do pau do ministro Gilberto Carvalho e de outras figuras do governo federal e do PT no Geraldo Alckmin e no Gilberto Kassab, a respeito da reintegração de posse em São José dos Campos e a respeito da cracolândia, depois as manifestações petistas na Sé e em diversos locais do estado contra os mesmos, iniciando, de fato, a campanha eleitoral deste ano, assisti na TV a cerimônia de entrega de medalhas para a presidente Dilma, com palavras elogiosas de parte a parte.
Sinceramente, vi e não gostei. Não faz o meu gênero.
Sinceramente, vi e não gostei. Não faz o meu gênero.
Nota Oficial do PSDB
Eis a nota oficial do PSDB que assinei como 1º vice presidente no exercício da presidência, sobre o episódio da reintegração de posse em São José dos Campos. Evidentemente, por ser nota oficial, não coloquei tudo o que poderia ter colocado se a nota fosse apenas minha. Por exemplo qualificar esse ministro Gilberto Carvalho como o assessor de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André que, na época, foi acusado de transportar malotes para o sr. José Dirceu. Ou falar sobre o sr. Paulo Maldos, secretario de articulação social ( o que será isso? ) da secretaria geral da presidência ( Gilberto Carvalho ) que ninguém explica o que fazia lá no momento da desocupação, ou mesmo o que faz no governo.
NOTA OFICIAL
É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência da República no processo de reintegração de posse da
área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se
transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou
encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e
a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o "método" do governo federal
não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a
atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.
O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão
judicial fez com que o PT movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina
de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado
pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se
apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando
expectativas irreais para os moradores do local.
Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa
expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo
político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área,
mas não o fez.
É temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha
de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser
traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas,
hipocritamente, fingem confortar.
O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a
operação foi comandada diretamente pela Presidência do Tribunal de Justiça paulista.
Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município
providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.
Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional
NOTA OFICIAL
É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência da República no processo de reintegração de posse da
área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se
transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou
encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e
a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o "método" do governo federal
não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a
atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.
O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão
judicial fez com que o PT movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina
de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado
pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se
apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando
expectativas irreais para os moradores do local.
Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa
expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo
político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área,
mas não o fez.
É temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha
de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser
traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas,
hipocritamente, fingem confortar.
O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a
operação foi comandada diretamente pela Presidência do Tribunal de Justiça paulista.
Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município
providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.
Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional
domingo, 22 de janeiro de 2012
Haddad começa a mostrar quem é
O candidato do PT à prefeitura paulistana, Fernando Haddad, em entrevista recente ao Estadão, começa a mostrar que o seu caráter não difere em nada das já conhecidas figuras de seu partido. Não terá escrúpulos em mentir e distorcer os fatos.
Nessa entrevista, ao ser perguntado se ele vai atacar as privatizações do PSDB, diz que existe uma proposta do governo do Estado para privatizar leitos do SUS para os planos de saúde ( privados ), contra a qual se manifesta. Mentira, distorção dos fatos. Não existe tal proposta. O que existe - e quando governador lutei para que se concretizasse - é o desejo de se garantir a possibilidade, e mais, a obrigação do poder público, de cobrar dos planos de saúde as despesas tidas com pacientes que têm os planos, e pagam por eles, mas são tratados por oganizações públicas, por decisão própria, um direito que todos têm o direito de exercer. Não fazer isso é, aí sim, permitir ao privado uma vantagem indevida. É privatizar o patrimônio público.
Eu próprio tive uma experiência que revela o que digo. Há cerca de 5 anos tive de fazer uma intervenção ortopédica e usei para isso o Hospital das Clínicas ( aliás muito bem preparado e muito bem gerenciado para atender os casos de ortopedia ), leia-se SUS, mesmo tendo um bom plano de saúde privado. Todo o custo dos procedimentos recaiu sobre o HC, vale dizer, sobre o governo do estado - dinheiro do contribuinte paulista - nada onerando o plano de saúde que pago.
E o Haddad entende que cobrar do plano de saúde o que o Hospital público realizou é privatizar o SUS? Dizendo isso, ele está a serviço das instituições privadas.
Esse é o Haddad que vamos enfrentar.
Nessa entrevista, ao ser perguntado se ele vai atacar as privatizações do PSDB, diz que existe uma proposta do governo do Estado para privatizar leitos do SUS para os planos de saúde ( privados ), contra a qual se manifesta. Mentira, distorção dos fatos. Não existe tal proposta. O que existe - e quando governador lutei para que se concretizasse - é o desejo de se garantir a possibilidade, e mais, a obrigação do poder público, de cobrar dos planos de saúde as despesas tidas com pacientes que têm os planos, e pagam por eles, mas são tratados por oganizações públicas, por decisão própria, um direito que todos têm o direito de exercer. Não fazer isso é, aí sim, permitir ao privado uma vantagem indevida. É privatizar o patrimônio público.
Eu próprio tive uma experiência que revela o que digo. Há cerca de 5 anos tive de fazer uma intervenção ortopédica e usei para isso o Hospital das Clínicas ( aliás muito bem preparado e muito bem gerenciado para atender os casos de ortopedia ), leia-se SUS, mesmo tendo um bom plano de saúde privado. Todo o custo dos procedimentos recaiu sobre o HC, vale dizer, sobre o governo do estado - dinheiro do contribuinte paulista - nada onerando o plano de saúde que pago.
E o Haddad entende que cobrar do plano de saúde o que o Hospital público realizou é privatizar o SUS? Dizendo isso, ele está a serviço das instituições privadas.
Esse é o Haddad que vamos enfrentar.
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