Depois do pau do ministro Gilberto Carvalho e de outras figuras do governo federal e do PT no Geraldo Alckmin e no Gilberto Kassab, a respeito da reintegração de posse em São José dos Campos e a respeito da cracolândia, depois as manifestações petistas na Sé e em diversos locais do estado contra os mesmos, iniciando, de fato, a campanha eleitoral deste ano, assisti na TV a cerimônia de entrega de medalhas para a presidente Dilma, com palavras elogiosas de parte a parte.
Sinceramente, vi e não gostei. Não faz o meu gênero.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Nota Oficial do PSDB
Eis a nota oficial do PSDB que assinei como 1º vice presidente no exercício da presidência, sobre o episódio da reintegração de posse em São José dos Campos. Evidentemente, por ser nota oficial, não coloquei tudo o que poderia ter colocado se a nota fosse apenas minha. Por exemplo qualificar esse ministro Gilberto Carvalho como o assessor de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André que, na época, foi acusado de transportar malotes para o sr. José Dirceu. Ou falar sobre o sr. Paulo Maldos, secretario de articulação social ( o que será isso? ) da secretaria geral da presidência ( Gilberto Carvalho ) que ninguém explica o que fazia lá no momento da desocupação, ou mesmo o que faz no governo.
NOTA OFICIAL
É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência da República no processo de reintegração de posse da
área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se
transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou
encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e
a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o "método" do governo federal
não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a
atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.
O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão
judicial fez com que o PT movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina
de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado
pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se
apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando
expectativas irreais para os moradores do local.
Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa
expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo
político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área,
mas não o fez.
É temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha
de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser
traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas,
hipocritamente, fingem confortar.
O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a
operação foi comandada diretamente pela Presidência do Tribunal de Justiça paulista.
Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município
providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.
Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional
NOTA OFICIAL
É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência da República no processo de reintegração de posse da
área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se
transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou
encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e
a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o "método" do governo federal
não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a
atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.
O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão
judicial fez com que o PT movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina
de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado
pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se
apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando
expectativas irreais para os moradores do local.
Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa
expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo
político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área,
mas não o fez.
É temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha
de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser
traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas,
hipocritamente, fingem confortar.
O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a
operação foi comandada diretamente pela Presidência do Tribunal de Justiça paulista.
Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município
providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.
Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional
domingo, 22 de janeiro de 2012
Haddad começa a mostrar quem é
O candidato do PT à prefeitura paulistana, Fernando Haddad, em entrevista recente ao Estadão, começa a mostrar que o seu caráter não difere em nada das já conhecidas figuras de seu partido. Não terá escrúpulos em mentir e distorcer os fatos.
Nessa entrevista, ao ser perguntado se ele vai atacar as privatizações do PSDB, diz que existe uma proposta do governo do Estado para privatizar leitos do SUS para os planos de saúde ( privados ), contra a qual se manifesta. Mentira, distorção dos fatos. Não existe tal proposta. O que existe - e quando governador lutei para que se concretizasse - é o desejo de se garantir a possibilidade, e mais, a obrigação do poder público, de cobrar dos planos de saúde as despesas tidas com pacientes que têm os planos, e pagam por eles, mas são tratados por oganizações públicas, por decisão própria, um direito que todos têm o direito de exercer. Não fazer isso é, aí sim, permitir ao privado uma vantagem indevida. É privatizar o patrimônio público.
Eu próprio tive uma experiência que revela o que digo. Há cerca de 5 anos tive de fazer uma intervenção ortopédica e usei para isso o Hospital das Clínicas ( aliás muito bem preparado e muito bem gerenciado para atender os casos de ortopedia ), leia-se SUS, mesmo tendo um bom plano de saúde privado. Todo o custo dos procedimentos recaiu sobre o HC, vale dizer, sobre o governo do estado - dinheiro do contribuinte paulista - nada onerando o plano de saúde que pago.
E o Haddad entende que cobrar do plano de saúde o que o Hospital público realizou é privatizar o SUS? Dizendo isso, ele está a serviço das instituições privadas.
Esse é o Haddad que vamos enfrentar.
Nessa entrevista, ao ser perguntado se ele vai atacar as privatizações do PSDB, diz que existe uma proposta do governo do Estado para privatizar leitos do SUS para os planos de saúde ( privados ), contra a qual se manifesta. Mentira, distorção dos fatos. Não existe tal proposta. O que existe - e quando governador lutei para que se concretizasse - é o desejo de se garantir a possibilidade, e mais, a obrigação do poder público, de cobrar dos planos de saúde as despesas tidas com pacientes que têm os planos, e pagam por eles, mas são tratados por oganizações públicas, por decisão própria, um direito que todos têm o direito de exercer. Não fazer isso é, aí sim, permitir ao privado uma vantagem indevida. É privatizar o patrimônio público.
Eu próprio tive uma experiência que revela o que digo. Há cerca de 5 anos tive de fazer uma intervenção ortopédica e usei para isso o Hospital das Clínicas ( aliás muito bem preparado e muito bem gerenciado para atender os casos de ortopedia ), leia-se SUS, mesmo tendo um bom plano de saúde privado. Todo o custo dos procedimentos recaiu sobre o HC, vale dizer, sobre o governo do estado - dinheiro do contribuinte paulista - nada onerando o plano de saúde que pago.
E o Haddad entende que cobrar do plano de saúde o que o Hospital público realizou é privatizar o SUS? Dizendo isso, ele está a serviço das instituições privadas.
Esse é o Haddad que vamos enfrentar.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Triste país o nosso
O assassinato do prefeito Celso Daniel completa dez anos sem culpados nem condenados, e, pior, desde o início das investigações sete testemunhas e investigados já foram assassinados ou morreram em circunstâncias misteriosas. O principal acusado é digno de um pulp fiction: o Sombra.
Alto preço pago por Celso Daniel que aceitou a coleta de dinheiro para o seu partido, o PT. Constatou, no entanto, que os coletores não só coletavam para o partido mas, também, para si mesmo. Afinal, ninguém é de ferro! E, aí, tentou barrar a farra dos seus companheiros, enriquecidos com o dinheiro que, de um jeito ou outro, sai do bolso do povo.
Sua visão moral admitia que o dinheiro fosse para o partido. Afinal, não era o partido que pretendia uma nova sociedade, socialista, sem exploração do homem pelo homem? Percebeu que a coisa não era bem assim. Morreu pela ação dos seus próprios companheiros de partido ( ou de coleta? ). Os mandantes estão impunes. O seu partido, também. Pelo contrário, recebeu o mandato presidencial, já pela terceira vez.
Triste país o nosso.
Alto preço pago por Celso Daniel que aceitou a coleta de dinheiro para o seu partido, o PT. Constatou, no entanto, que os coletores não só coletavam para o partido mas, também, para si mesmo. Afinal, ninguém é de ferro! E, aí, tentou barrar a farra dos seus companheiros, enriquecidos com o dinheiro que, de um jeito ou outro, sai do bolso do povo.
Sua visão moral admitia que o dinheiro fosse para o partido. Afinal, não era o partido que pretendia uma nova sociedade, socialista, sem exploração do homem pelo homem? Percebeu que a coisa não era bem assim. Morreu pela ação dos seus próprios companheiros de partido ( ou de coleta? ). Os mandantes estão impunes. O seu partido, também. Pelo contrário, recebeu o mandato presidencial, já pela terceira vez.
Triste país o nosso.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A "reforma" do Ministério de Dilma
Como era previsto, não vai haver qualquer reforma do Ministério. Dilma conviveu e conviverá com a incompetência e com a corrupção.
O aloprado Mercadante, lider de uma das maiores operações ( desastrada, conforme disse seu chefe Lula ) de venda de dossiê fajuto para tentar vencer as eleições de governo do estado, pegos ele e sua turma com a boca na botija (ou melhor com a mala cheia de dinheiro ), foi premiado com o Ministério da Educação. O Ministério da Ciência e Tecnologia foi entregue a Marco Antonio Raupp, cientista respeitado, pelo menos até agora. O que vai fazer e o que vai ser no meio das hienas, o futuro dirá. Outras mudanças, se houver, será de seis por meia duzia.
O aloprado Mercadante, lider de uma das maiores operações ( desastrada, conforme disse seu chefe Lula ) de venda de dossiê fajuto para tentar vencer as eleições de governo do estado, pegos ele e sua turma com a boca na botija (ou melhor com a mala cheia de dinheiro ), foi premiado com o Ministério da Educação. O Ministério da Ciência e Tecnologia foi entregue a Marco Antonio Raupp, cientista respeitado, pelo menos até agora. O que vai fazer e o que vai ser no meio das hienas, o futuro dirá. Outras mudanças, se houver, será de seis por meia duzia.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A alienação da presidente
O governo federal anuncia a liberação de 75 milhões de reais para os estados atingidos pelas fortes chuvas que estão provocando mortes e danos materiais: ES, RJ e MG. O prefeito de Petrópolis acaba de declarar que os 7 milhões recebidos em 2011, após os graves acontecimentos, só deram para os serviços emergenciais.
São quantias irrisórias, tristemente ridículas, se levarmos em conta os danos provocados pelas chuvas. Quando ocorreram as cheias em São Paulo, só em São Luiz do Paraitinga foram gastos mais de 100 milhões do governo estadual.
Será que a presidente não se dá conta? Ou não tem idéia da dimensão das tragédias? É um estado de alienação?
São quantias irrisórias, tristemente ridículas, se levarmos em conta os danos provocados pelas chuvas. Quando ocorreram as cheias em São Paulo, só em São Luiz do Paraitinga foram gastos mais de 100 milhões do governo estadual.
Será que a presidente não se dá conta? Ou não tem idéia da dimensão das tragédias? É um estado de alienação?
Isso sim é governo popular
Parte da entrevista do Pérsio Arida no "Valor": “Um real depositado em uma conta do FGTS em 1994, quando o Plano Real foi lançado, vale hoje R$ 4,12. O mesmo R$ 1 aplicado no CDI (Certificado de Depósito Interbancário) valeria R$ 21,40 [líquido de impostos]. Ou seja, a rentabilidade acumulada de mercado foi mais de cinco vezes a rentabilidade do FGTS”.
Vale dizer, a poupança compulsória do trabalhador é remunerada em um quinto do que se remuneram os papéis do próprio governo e os fundos de investimentos, usados pelos bancos e pelos investidores.
Agora o governo, através do Conselho Curador do FGTS, resolve permitir empréstimos, com recursos do Fundo, de até 20 mil reais, com juros de 12% ao ano, ao trabalhador para realizar reformas em suas residências. Assim é que o trabalhador pode levantar o seu próprio dinheiro no FGTS, que lhe rende 4,2% ao ano, e fica devendo os mesmos 20 mil ao Fundo pagando juros de 12% ao ano. Quando recebe é 4,2% ao ano. Quando paga é 12% ao ano.
Vale dizer, a poupança compulsória do trabalhador é remunerada em um quinto do que se remuneram os papéis do próprio governo e os fundos de investimentos, usados pelos bancos e pelos investidores.
Agora o governo, através do Conselho Curador do FGTS, resolve permitir empréstimos, com recursos do Fundo, de até 20 mil reais, com juros de 12% ao ano, ao trabalhador para realizar reformas em suas residências. Assim é que o trabalhador pode levantar o seu próprio dinheiro no FGTS, que lhe rende 4,2% ao ano, e fica devendo os mesmos 20 mil ao Fundo pagando juros de 12% ao ano. Quando recebe é 4,2% ao ano. Quando paga é 12% ao ano.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Grande vitória: a inflação ficou no limite do limite da meta!
Grande vitória anunciada pelo governo: a inflação de 2011, em 6,50%, ficou dentro dos limites da meta estabelecida, cujo centro seria 4,50%. Se fosse 6,51% seria uma derrota, mas 6,50% é uma vitória? Maravilha!
Foi a maior inflação em 7 anos e se deu com um percentual de crescimento do PIB longe de entusiasmante, provavelmente menos de 3% no ano. Menor que o crescimento dos BRICSs, África do Sul incluida. Menor que o de vários países da América Latina, como Argentina, México, Chile, Peru...
O que de fato temos é alta inflação e baixo crescimento.
Não dá para soltar fogos de artifício...
Foi a maior inflação em 7 anos e se deu com um percentual de crescimento do PIB longe de entusiasmante, provavelmente menos de 3% no ano. Menor que o crescimento dos BRICSs, África do Sul incluida. Menor que o de vários países da América Latina, como Argentina, México, Chile, Peru...
O que de fato temos é alta inflação e baixo crescimento.
Não dá para soltar fogos de artifício...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Depois que o leite foi derramado
Desculpem a falha, faltou citar a Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, que também estava de férias. Agora, diante da denúncias da mídia, foi chamada pela presidente ( em férias ) para botar ordem no Ministério da Integração Nacional. Aliás Dilma só se mexe quando o leite já foi derramado, pressionada pelas notícias. Assim tem sido, sempre.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Socorro, os pilotos sumiram
Minas Gerais e, novamente, o Rio de Janeiro estão sofrendo com o grande volume de chuvas que provocam inundações e mortes. O Ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que é responsável pela área da Defesa Civil, está de férias, assim como a presidente Dilma Roussef. O vice presidente, Michel Temer, sofreu uma intervenção cirúrgica.
Socorro, os pilotos sumiram.
Quando ocorreram as inundações em São Luiz do Paraitinga, em São Paulo, o governador José Serra, que estava fora, voltou de imediato e eu, como vice governador pilotei as ações da Defesa Civil Estadual de ajuda aos atingidos.
Aqui havia, sempre presente, o governo. No nível federal, como venho afirmando sistematicamente, não existe administração pública.
Socorro, os pilotos sumiram.
Quando ocorreram as inundações em São Luiz do Paraitinga, em São Paulo, o governador José Serra, que estava fora, voltou de imediato e eu, como vice governador pilotei as ações da Defesa Civil Estadual de ajuda aos atingidos.
Aqui havia, sempre presente, o governo. No nível federal, como venho afirmando sistematicamente, não existe administração pública.
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