Participar, enquanto exerce o mandato de deputado, de qualquer negócio privado é perfeitamente lícito. A lei acolhe essa conduta. Porém o caso Palocci não se esgota em uma análise da legalidade.
Palocci não é uma figura qualquer. Foi o todo poderoso Ministro da Economia, mandou e ainda mandava quando o último período de governo Lula em uma ampla parcela do mesmo, aliás que ele mesmo havia indicado no exercício de suas funções de Ministro. Foi o coordenador da campanha da Dilma e, por tudo isso mesmo foi escolhido como chefe da Casa Civil do novo governo.
Ao fazer o papel de consultor privado nesses últimos anos não apenas usou de seus conhecimentos adquiridos, o que seria legal e moralmente aceitável, mas usou de sua influência sobre um governo que, mesmo fora dele, ainda em parte comandava. Fez, no papel de deputado e de lider de fato do governo Lula, tráfico de influência. A não ser que os serviços que prestou através de sua empresa nada tenham a ver com o governo federal. Para isso deve informar para quem prestou os serviços e quais foram. Caso contrário não haverá dúvidas quanto à sua conduta aética.
Enriquecimento assim, tão rápido, dessa forma, não é aceitável em um homem público que hoje dirige o mais importante ministério do governo Dilma.
Prezado Goldman,
ResponderExcluirExcelentes comentários, entreatanto estão incompletos.
Todos sabem, mas nem todos se lembram, do passado do Palocci como Prefeito de Ribeirão Preto. Houve alguns casos que se tornaram públicos de corrupção na cidade. Dois deles são: receber R$ 50 mil mensais da empresa Leão, prestadora de serviços de limpeza, e superfaturamento na merenda escolar, com compra de molho de tomate com ervilha, um produto tão especifico quanto inusitado, e só uma empresa participou da licitação.
Em Ribeirão Preto, é conhecido o fato do Palocci ser dono de diversos apartamentos de alto padrão na cidade, além de ter comprado participações acionárias nos principais hospitais particulares da cidade. Tudo isso, após ter se tornado prefeito. E tudo isso também feito da forma ''correta'' para quem roubou do governo: através de laranjas, inclusive familiares com o mesmo sobrenome.
Essa multiplicação por 20 de seu patrimônio é só a ponta do iceberg, é só o que ele esqueceu de ''esconder direito''.
Petista adora viver do lixo. Nas administrações municipais petistas, houve uma enxurrada de "contratações de emergência" (i.e., sem licitação, renovadas periodicamente) de empresas de lixo, entre outras. Em São Paulo, a empresa do Favre, então marido da então prefeita Marta "Suplicy" Smith de Vasconcelos, ganhava todas. E o povo pagava as campanhas de reciclagem, o povo até trabalhava para o Favre, separando os tipos de lixo dos quais ele se alimentava.
ResponderExcluirParabéns Alberto Goldman. Precisamos de uma oposição forte como o Sr.
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