quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Não faz o meu gênero

Depois do pau do ministro Gilberto Carvalho e de outras figuras do governo federal e do PT no Geraldo Alckmin e no Gilberto Kassab, a respeito da reintegração de posse em São José dos Campos e a respeito da cracolândia, depois as manifestações petistas na Sé e em diversos locais do estado contra os mesmos, iniciando, de fato, a campanha eleitoral deste ano, assisti na TV a cerimônia de entrega de medalhas para a presidente Dilma, com palavras elogiosas de parte a parte.
Sinceramente, vi e não gostei. Não faz o meu gênero.

6 comentários:

  1. Só posso lhe dar meus sinceros parabéns pelo senhor ser uma das poucas vozes no PSDB que parece entender o significado da palavra OPOSIÇÃO. É pra isso, afinal de contas, que 44 milhões de brasileiros votaram no 45 ano passado. É lamentável ver que boa parte da liderança capitulou e fica rodeando sem saber por onde ir. São nomes como o seu, do José Serra, Álvaro Dias, Aloysio Nunes, Andrea Matarazzo e alguns poucos outros que nos fazem ainda acreditar na possibilidade de mudança.
    Um abraço,

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  2. Goldman, você é que não faz mais o gênero dos novos tempos...
    O Brasil mudou. Mudou pra melhor. Você é um homem sério, que merece respeito. Mas a política está melhor hoje do que no seu tempo.
    abraços.

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    1. Meu caro anônimo. Talvez vc tenha razão, dependendo do que quer dizer sobre o "meu tempo". Se se refere ao período da ditadura, não tenho dúvidas. Mas será que é isso que vc quer dizer?

      Goldman

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  3. Não meu caro Goldman. O tempo da ditadura é outro.
    Me refiro ao amadurecimento de um novo Brasil no campo social e político. Uma melhora visível. Um ganho que passa do psdb ao pt. E não mais um maniqueismo conservador e antiquado, ou preto ou branco. Bandidos x mocinhos... Eu vejo o que o Brasil tem de melhor hoje em todos os campos políticos. E saúdo isso como um avanço. Simples assim. Você e o Serra deveriam abrir espaço para esse novo momento e voltar pra casa. Só isso.

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    1. Voltar para casa? Por quê? Não morri. Penso, falo e opino e não será você , corajoso anônimo ( está com medo de quê? ), que me calará, como nunca me calei. Reconheço os avanços e contribui para isso, durante mais de 50 anos. Mas não lutei toda a minha vida para um partido único, um pensamento único. Só isso.

      Alberto Goldman

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    2. Caro Goldman, encerrando:

      Escrevo anônimo porque sou jornalista. Como tal, conheço profissionais da minha área que foram demitidos à pedido do Sr. Serra, por contrariar suas posições. Os pedidos eram feitos diretamente aos patrões. Essa prática, infelizmente é bem conhecida por muitos que viveram isso na pele. Para esses profissionais, demitidos por contrariar o rei, parece que esse tal pensamento único não existe só no Pt...
      Fico por aqui. Abraços e o meu respeito.

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